Parlamento recomenda obras “urgentes” em escola de Vila Franca de Xira

A Assembleia da República recomendou ao Governo a realização de obras “urgentes” na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclos de Vialonga, em Vila Franca de Xira, segundo uma resolução publicada hoje em Diário da República.

No documento, o Parlamento recomenda à tutela que “programe rapidamente a requalificação da Escola Básica de 2.º e 3.º ciclos de Vialonga”, sublinhando a necessidade de ser assegurada “uma escolaridade de qualidade” aos habitantes desta freguesia do concelho de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa.

O documento, que tinha sido aprovado ainda em julho, aponta ainda a necessidade de se proceder “com caráter de urgência” à remoção das coberturas de fibrocimento com amianto.

A requalificação deste estabelecimento escolar tem vindo a ser reivindicada pela Associação de Pais e Encarregados de Educação, que em janeiro reuniu um abaixo assinado com mais de quatro mil assinaturas e, mais recentemente, promoveu um protesto em frente à escola.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Pais da Escola Básica de Vialonga, José Luís Vieira, referiu que o estabelecimento escolar foi construído há 30 anos para receber 600 alunos, mas que tem “quase o dobro” (1.100).

José Luís Vieira sublinha que a escola está sobrelotada e degradada e que a melhor solução passa por “demolir o edifício existente e construir outro de raiz”.

Entretanto, contactada pela Lusa, fonte da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira referiu que a autarquia já estabeleceu um protocolo com o Ministério da Educação para levar a cabo uma intervenção naquela escola.

O acordo prevê a criação de uma equipa de acompanhamento, composta por elementos do Ministério, do agrupamento de escolas e da autarquia, para que seja elaborado um projeto de intervenção.

A autarquia perspetiva que o projeto de arquitetura para a requalificação da escola possa estar concluído durante o ano de 2018, não existindo uma previsão de valores ou de data para o início das obras.

Face a esta situação, o representante da associação de pais lamentou que se trate “apenas de mais um processo de intenções” e assegurou que os encarregados de educação não vão “desistir de lutar por melhores condições”.

Fonte : DN