Movimento + Escola Pública denuncia prioridades trocadas do Governo

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Um pequeno grupo de professores do Movimento + Escola Pública entregou hoje, na Direção Geral de Estabelecimentos de Ensino (DGEstE), em Coimbra, uma balança que simboliza o desequilíbrio das prioridades governativas.

“Deixámos lá, simbolicamente, uma balança para demonstrar que o Governo tem dado mais prioridade ao investimento nas Parcerias Público-Privadas (PPP) e a salvar a banca do que à educação e saúde, setores em que falta sempre dinheiro”, defendeu André Pestana, daquele movimento.

Segundo este professor, o Movimento + Escola Pública quis demonstrar “que o rei ainda vai nu e que, apesar da expectativa, este Governo não inverteu significativamente as políticas relativamente ao anterior”.

A balança simbólica deixada na DGEstE apresenta os dois pratos desnivelados, com maior peso de investimento na banca e nas PPP em contraponto com o investimento na educação, na saúde e no emprego.

“Há dinheiro para salvar bancos, que quando têm lucros são para dividir pelos acionistas, e depois não há para as necessidades prementes na educação e na saúde”, lamentou André Pestana.

A manifestação simbólica de hoje à tarde pretendeu também “despertar a classe docente para o que se está a passar na educação e no país”, com 30 mil professores no desemprego.

Segundo André Pestana, “se houvesse uma redução do número de alunos por turma, a qualidade do ensino melhorava e criava-se emprego para muitos professores que estão sem trabalho”.

“Não existem professores a mais, o que há é políticas educativas a menos”, sublinhou.

Fonte : Notícias ao Minuto