Fenprof espera que sejam colocados mais três mil professores

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Federação sindical voltou a defender regime de aposentação especial para docentes.

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) calcula que até ao princípio das aulas, a 9 de Setembro, sejam colocados nas escolas mais três mil professores, esperando-se por essa razão que o número de docentes do quadro sem turmas atribuídas, que actualmente, é de 1500, fique reduzido a zero.

Em conferência de imprensa realizada nesta sexta-feira, a Fenprof avançou que estas colocações extra deverão ser garantidas por via do novo programa para o sucesso escolar e pela libertação de vagas ocupadas por professores que pediram para mudar de escola por se encontrarem doentes. Os resultados da chamada Mobilidade por Doença só deverão ser conhecidos na próxima semana, segundo informou o Ministério da Educação.

Para já foram colocados 7306 professores contratados, mais 500 do que aqueles que no ano lectivo passado conseguiram um lugar na escola. A este concurso de contratação inicial, cujos resultados foram conhecidos na terça-feira, concorreram mais de 30 mil professores. Mesmo com as vagas que vieram ainda a ser libertadas, há cerca de 25 mil que não terão lugar nas escolas, alerta a Fenprof, que voltou a defender a necessidade de se aprovar um regime de aposentação especial para os professores com vista a pôr termo à precariedade no sector.

“Portugal tem cerca de 100 mil professores, dos quais apenas menos de 500 têm menos de 30 anos. Este envelhecimento da população docente é a principal causa da inexistência de vagas para a colocação de jovens professores”, frisa a federação.

Na próxima segunda-feira, a Fenprof vai reunir-se com os secretários de Estado João Costa e Alexandra Leitão, para iniciar uma negociação com vista à alteração do regime dos concursos de professores. Na agenda estarão também a alteração do calendário escolar do 1.º ciclo, que a Fenprof considera excessivo quanto ao número de horas de aulas (25 por semana) e a situação das escolas do ensino artístico especializado.

Também o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA) considerou nesta sexta-feira que a contratação de professores na região para o ano escolar 2016/2017 “fracassou” em todos os objectivos a que se propôs.

“O concurso extraordinário, naquilo que eram os seus principais objectivos, fracassou. Fracassou no objectivo de integrar 300 docentes, como estava definido no preâmbulo da criação do próprio diploma, e fracassou também no objectivo de contrariar a precariedade que grassa entre a classe docente”, afirmou o presidente do SDPA, José Pedro Gaspar, em conferência de imprensa, em Ponta Delgada.

Fonte : Público