Sobe o número de professores do quadro sem turmas atribuídas

2016083102
Fenprof diz que vai lutar por regime excepcional de aposentação para os professores.

Nas contas da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) mais docentes que pertencem aos quadros ficaram este ano, para já, sem turma atribuída. Os chamados professores em situação de “horário-zero”, que não obtiveram colocação nesta fase, são 1572 professores, afirma em comunicado.

Isto significa, segundo a Fenprof, mais 378 docentes do que no ano passado — ou seja uma subida de quase 32%. E mais 655 do que há dois anos. “Os grupos mais atingidos por este problema são a educação pré-escolar, com 508 docentes, o 1.º ciclo do ensino básico, com 318, a Educação Visual e Tecnológica (2.º ciclo), com 274, e a Educação Tecnológica (3.º ciclo), com 140.”

Estes professores, sublinha a Fenprof, “são todos necessários às escolas, pois sem eles não será possível universalizar a resposta de educação pré-escolar e não haverá valorização do 1.º ciclo”.

Por isso, a Fenprof espera que, até ao início das aulas, as escolas possam contar com todos os seus professores, “incluindo estes, o que significa reduzir a zero a lista de docentes que se mantém com ‘horário-zero’”.

A Fenprof reúne-se com secretários de Estado do sector na segunda-feira. O tema “concursos” é um dos que está na agenda. A federação diz que no próximo ano lectivo “a criação de um regime excepcional de aposentação para os professores” será uma das suas lutas.

“Hoje, é consensual afirmar que o corpo docente das escolas está envelhecido e que urge rejuvenescê-lo. Fossem tomadas as medidas que permitissem a justa aposentação dos professores com 36 ou mais anos de serviço, quantos jovens docentes permaneceriam desempregados?”, questiona. E lembra os números conhecidos nesta terça-feira sobre colocações: dos mais de 36 mil candidatos a este concurso, 28.797 não obtiveram colocação. “É natural que, até final do primeiro período lectivo, cerca de mais 8000 professores sejam contratados pelas escolas. Ainda assim, 20.000 ficarão no desemprego.”

Fonte : Público