“Não há instituições a mais, mas alunos a menos”

2016042207O ministro da Ciência e Tecnologia, Manuel Heitor, afirmou hoje em Viana do Castelo que o país “não tem instituições de ensino superior a mais, tem é alunos a menos”.

“Temos que estudar mais, aprender mais. Nós não temos instituições a mais, temos é estudantes a menos, também nesta zona, onde sobretudo a população ativa ainda tem índices de qualificação muito inferiores à medida europeia e, por isso, é com este instituto que temos que garantir a qualificação da população”, disse o governante.

Manuel Heitor, que falava aos jornalistas à margem de uma visita que está hoje a realizar a algumas das seis escolas do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) acrescentou que os institutos politécnicos desempenham “um papel mais relevante do que nunca na ambição de criar regiões com mais conhecimento” e lançou um desafio.

“O desafio que aqui deixei é que o IPVC tenha a ambição de se transformar numa grande instituição de referência europeia É isso que temos que ter como ambição para os nossos institutos politécnicos. Adaptarem-se às condições específicas locais, modernizarem-se, gradualmente, para serem instituições de referência a nível europeu”, defendeu.

Manuel Heitor referiu que o IPVC “é uma das instituições mais bem colocadas, em Portugal, para se diferenciar num quadro europeu”, destacando “os projetos e ações particularmente inovadoras e adaptadas ao contexto local”, nas áreas da viticultura, agroalimentar, saúde, industrial, e pescas, entre outras.

O IPVC tem cerca de cinco mil alunos distribuídos por seis escolas, de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer, ministrando 28 licenciaturas, 39 mestrados, 28 Cursos de Especialização Tecnológica (CET) e 16 Pós-Graduações.

Além de Viana do Castelo, tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima, Valença e Melgaço.

“Estamos numa grande instituição politécnica e particularmente inserida no contexto local do Alto Minho e esta reunião veio confirmar o papel crítico que os institutos politécnicos desempenham no desenvolvimento das regiões, pela sua forma de estar perante o conhecimento”, frisou.

Manuel Heitor disse ainda que “o politécnico e o governo têm de trabalhar em conjunto, também com os atores locais e regionais, para atrair mais financiamento quer comunitário, quer de receitas próprias”.

“Este é, certamente, um caso de sucesso do ensino politécnico e é com estes casos de sucesso que podemos mostrar mais aos portugueses o papel crítico que o ensino politécnico hoje desempenha”, reforçou, no âmbito da iniciativa “Cidades e Regiões com Conhecimento”, que engloba o programa de “Modernização e Valorização do Ensino Superior Politécnico” do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior(MCTES).

Fonte : Lusa