Fenprof exige 12 medidas ao próximo Governo

20150905_10A Fenprof apresentou esta sexta-feira 12 medidas de concretização imediata que pretende ver implementadas pelo Governo que sair das eleições de 4 de outubro.

A maior estrutura sindical de professores pretende ver anuladas uma série de medidas tomadas pelo ministério dirigido por Nuno Crato.

Em conferência de imprensa, a Fenprof exigiu a suspensão do processo de municipalização do ensino; a suspensão da prova de acesso à profissão docente; o fim do exame de inglês elaborado pela Universidade de Cambridge; e a suspensão dos efeitos da avaliação feita pela Fundação para a Ciência e Tecnologia aos centros de ciência e unidades de investigação. São ainda exigidas outras medidas mais específicas, como a integração dos professores que entraram nos quadros em escalões da carreira correspondentes ao seu tempo de serviço.

“Após quatro anos de desbaste em que foram retirados às escolas 3,2 mil milhões de euros, se as forças que apoiam este governo continuassem, e esperemos que não, seria a fase da privatização e da municipalização do ensino.

Não é por acaso que só a coligação PSD/CDS defende uma revisão da lei de bases no seu programa”, afirmou Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof. Mário Nogueira denunciou ainda alegadas irregularidades na Bolsa de Contratação de Escola.

Segundo a Fenprof, candidatos que tinham sido colocados na contratação inicial em horários reduzidos não estão a ser chamados para a BCE sempre que a soma dos horários semanais passa as 28 horas (ou 31 no caso do préescolar e 1º ciclo).

A estrutura sindical exige reunir-se com a Direção Geral da Administração Escolar (DGAE).

Fonte : CM