Moradores de Vila Franca de Xira queixam-se de passagem pedonal às portas da cidade

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A requalificação da entrada norte de Vila Franca de Xira está concluída mas quem fez a obra deixou a passagem superior pedonal que já ali existia a ocupar a totalidade do passeio e a obrigar os peões a caminhar pela estrada. Uma situação que, criticam alguns moradores e comerciantes, é perigosa porque obriga as pessoas com mobilidade reduzida e carrinhos de bebé a utilizarem a estrada, que muitos já classificam de “pequena auto-estrada”, por causa dos automóveis andarem bem acima dos 50 quilómetros por hora permitidos.

O presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), diz conhecer a situação e garante que a autarquia está a estudar o que fazer com a passagem superior pedonal. Agora que foram colocados semáforos para os moradores atravessarem a via, o autarca diz que “não faz sentido” ter a actual estrutura de ferro na zona. “Em tempos aquela passagem superior pode ter correspondido a uma necessidade, hoje em dia já não. Penso que era importante comunicar à Estradas de Portugal [responsável da obra] essa possibilidade [de se retirar a estrutura]”, notou o autarca na última reunião de câmara. Mesquita salientou, contudo, que não tomará essa decisão sozinho e vai querer um consenso unânime das várias forças políticas sobre o que fazer com a estrutura, ali montada há mais de uma década.

Quem passa e trabalha no local levanta queixas face à passagem pedonal. A maioria aprova as obras feitas, incluindo a controversa rede que separa as duas faixas, e condenam apenas a forma “pouco pensada” como o passeio foi recuperado junto à passagem. “Já tive de ajudar uma senhora com um carrinho de bebé a passar aqui na estrada, foi muito perigoso, os carros passam aqui feitos loucos”, lamenta Manuel Dias, morador. O excesso de velocidade na zona é também uma das maiores preocupações que se ouve no local. O bom piso, aliado à ausência de lombas ou semáforos de controlo de velocidade, tem originado “verdadeiras corridas”, segundo escutou O MIRANTE junto de quem ali vive e trabalha.

Fonte : O Mirante