Pais compram ar condicionado para escola da Póvoa de Santa Iria


onde-4903-4-30381Duas dezenas de pais fartaram-se de esperar pela Câmara de Vila Franca de Xira e juntaram dinheiro para comprarem dois aparelhos de ar condicionado para as duas salas da escola básica do primeiro ciclo com jardim-de-infância da Póvoa de Santa Iria. Um estabelecimento de ensino frequentado por centena e meia de crianças e que tem vários problemas de construção. O presidente da câmara, Alberto Mesquita, elogiou o gesto dos pais mas não prometeu contribuir para a instalação dos aparelhos.

O ar condicionado representou um investimento total na ordem dos 600 euros e era essencial para acabar com os incómodos causados pela falta de isolamento térmico da escola. Uma situação que tornava as salas em autênticas estufas no Verão e em frigoríficos no Inverno. Os equipamentos já andavam a ser pedidos pelos pais à câmara há vários meses mas o município, que é o responsável pela escola, nunca se mostrou disponível para os adquirir.

20140829_pais_compram_ar-condicionadoA decisão foi concertada entre os pais, agrupamento de escolas e câmara municipal. A manutenção dos equipamentos no futuro será suportada pela câmara. Alguns pais, como Henrique Ferreira, recusaram-se a participar por entenderem que essa é uma despesa que deve ser imputada ao município. Outros encarregados de educação, ouvidos por O MIRANTE, confessaram que alinharam na iniciativa “a contragosto” apenas para não serem julgados pelos outros pais.

Alberto Mesquita, sobre a iniciativa dos pais, disse que estes são hoje “parceiros decisivos” na boa gestão das escolas e prometeu apenas analisar se mais salas da escola precisam de ar condicionado. O MIRANTE tentou contactar a associação de pais mas tal não foi possível até ao fecho da edição. O agrupamento de escolas da Póvoa de Santa Iria recusou falar sobre o assunto.


O estabelecimento de ensino, situado no Bairro dos Caniços, junto à esquadra da PSP, foi construído há sete anos, num investimento de um milhão de euros, e regista já vários problemas. Além dos problemas térmicos, apresenta fissuras nas paredes das salas e deslocamentos nos muros da vedação da escola. O edifício já registou também infiltrações em várias salas e humidades na biblioteca e na cobertura do recreio.

A empresa que fez a construção entrou em insolvência e a câmara libertou parte da garantia bancária para, ainda este ano, realizar pequenos trabalhos de melhoria na escola. O vereador da CDU, Aurélio Marques, alertou para o caso e disse não compreender por que motivo a câmara não suporta a despesa com os equipamentos de ar condicionado, realçando os problemas de construção.

Fonte : O Mirante

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